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Iniciativas do Departamento de Promoção da Saúde e Prevenção de Doenças Não Transmissíveis. 

 

  • Data: 23 de março de 2017
    Duração: 7 horas
    Local: nas instalações do Instituto Ricardo Jorge, em Lisboa
    Inscrição: €50
    Data limite de inscrição: 09 de março de 2017
    Código: 2017DPS01
    Nº de formandos: entre 10 e 40
    Coordenação: Mafalda Bourbon

    Sumário
    A Hipercolesterolemia familiar (FH) é a forma mais comum e a mais grave das hipercolesterolemias monogénicas. É também a doença monogénica que confere risco cardiovascular mais frequente tendo sido a primeira doença genética do metabolismo lipídico a ser caracterizada molecularmente. Embora a FH preencha os critérios da Organização Mundial de Saúde para rastreio em larga escala, a recomendação não é cumprida na maioria dos países. Para fins clínicos, é importante distinguir uma hipercolesterolemia hereditária de uma hipercolesterolemia não hereditária (hipercolesterolemia comum ou poligénica), já que a FH se associa a um elevado risco de doença coronária prematura, fatal e não fatal, pois o indivíduo está exposto a níveis elevados de colesterol plasmático desde o nascimento. Estudos realizados no Reino Unido observaram que indivíduos com FH heterozigótica não tratados (20-39 anos de idade), têm um risco de morte prematura por doença isquémica coronária superior em cem vezes ao da população em geral. A FH está sub-diagnosticada em Portugal e são precisas estratégias de divulgação estruturadas para a comunidade médica e leiga para que se possam identificar estes doentes de elevado risco cardiovascular. Após a experiência de 16 anos do Estudo Português de Hipercolesterolemia Familiar, coordenado pelo Instituto Ricardo Jorge, postulamos que maioria dos doentes com FH não estão sequer identificados clinicamente e a maioria nem saberá do elevadíssimo risco cardiovascular que detêm. A identificação destes doentes em idade jovem, com a consequente iniciação ou adequação da terapêutica, podem aumentar a esperança de vida destes indivíduos em 20-30 anos. Assim, este curso pretende divulgar esta doença, melhorar a sua identificação e tratamento de forma a reduzir o elevado risco cardiovascular, melhorando desta forma o prognóstico destes doentes. A iniciativa destina-se a médicos especialistas em cardiologia, medicina interna, pediatria, endocrinologia medicina geral e familiar, incluindo internos destas especialidades, e a outros profissionais da saúde com interesse na área.

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